November 18, 2017

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Os sentimentos reprimidos da criança na fase adulta

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Os sentimentos reprimidos da criança na fase adulta

 

 Maicon Vijarva

 

A proposta do tema é uma forma de contribuição para com a Psicanálise, baseia-se nas observações que pude fazer ao longo dos conhecimentos que venho internalizando, a partir do aparato da Psicanálise, com crianças e adultos. A ideia que venho propor nesse texto é a formar de como penso os processos da analise, e não estabelecer ou idealizar qualquer forma ou método de analise.

Ao analisamos o repúdio do adulto à sexualidade da criança expressa-se na ilusão de ignorá-la, regido pelo seu grande interesse em proibir suas manifestações. De modo a estender-se, o adulto responde com mentiras às perguntas da criança a induz a mentir, certamente criando sérios conflitos ulteriores.

Nestes casos, é de extrema importância que os pais tenham uma maior atenção com os processos do desenvolvimento do seu filho, estando preparados para ajudar a esclarecer as perguntas feitas por eles, sem mentir ou omitir informações sobre seu questionamento.

Na fase adulta, é esperado viver não apenas momentos de momentos, mas sim verdadeiramente conscientes da nossa existência, uma das nossas necessidades e difícil realização é de encontrar um significado em nossas vidas. É sobejamente sabido que muitos perderam o desejo de viver, perderam os sentidos, e pararam de tentar, porque tal significado lhes escapou.

Neste contexto, o melhor é que o paciente passe por sessões de analise, sobrevindo por um processo árduo de curar seus conflitos na fase adulta. Consistir em uma compreensão do significado da própria vida, equivaler a viajar em pontos mais obscuros dos seus sentimentos, adquirindo uma maturidade para conscientizar-se sobre as causas dos seus conflitos. Somente na fase adulta que ocorre uma abrangência inteligente do significado da existência, em sua experiência com o mundo.

É percebível que, muitos dos pais querem que as mentes dos filhos laborem com as suas – como se uma compreensão madura de nós mesmos e do mundo das ideias sobre o significado da vida não tivessem que se desenvolver tão vagarosamente quanto nossos corpos e mentes.

O psicoterapeuta deve antes de qualquer acontecimento dispor de um ambiente verdadeiro e seguro para o paciente. Toda terapêutica da psicanálise é basicamente uma tentativa de libertar os impulsos reprimidos, seguramente, na conciliação desses sentimentos reprimidos encontram-se escoamentos insuficientes, sendo que o ego é cobrado intensamente, pois é preciso escolher entre o que ele é – Ego – e o que ele deveria ser – ideal de ego -, neste momento vivencia-se uma acirrada batalha, entre o ego e o superego, contudo, o paciente deverá procurar mecanismos íntimos para equilibrar sua vida psíquica.

Devemos lembrar que, os processos de cura do paciente só são possíveis se, o paciente por si mesmo desenvolver recursos íntimos, de modo a que suas emoções, imaginação e intelecto se ajudem e se enriqueçam mutualmente na compreensão de sua vida.

 Segundo Bruno Bettelheim (1975-1976) – A psicanálise dos contos de fadas.

“Nossos sentimentos positivos nos dão forças para desenvolver nossa racionalidade;  só a esperança no futuro pode sustentar-nos  nas adversidades com que inevitavelmente nos deparamos.” 

É sensato que esses sentimentos se estendem causando conflitos no sistema psíquico do paciente.  Sigmund Freud (1856-1939), pai da psicanálise, citou em uma de suas obras: “A Psicanálise é, em essência, uma cura pelo amor”. Partindo deste referencial, o essencial para o analista é nutrir o vínculo estabelecido entre ele e o paciente, fazendo do set-terapêutico um ambiente seguro, em partes, para que o paciente venha sentir-se à vontade para expressar uma síntese dos conflitos internos e externos vivenciados por ele. Podemos, também, recordar de uma das frases do Antoine de Saint-Exupéry, publicado em 1943 “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”.

No provir das sessões, o vínculo frequente fortalece-se dando origens à confiança do paciente para com o analista, um processo árduo para ambos. O papel da psicanálise é, em sua essência conduzir o paciente ao caminho do amor, relembro que uma grande amiga, Yasmini de Almeida Perissotti, citou que: “É preciso ser capaz de amar para conduzir o outro ao caminho do amor.” No seu texto O ideal analista.

No entanto, para levar o paciente a envolver-se em seus conflitos, e não somente ser um espectador admirando o espetáculo, no entanto é de grande valor criar um vínculo real e verdadeiro entre o paciente e o psicoterapeuta, já que para compreender o outro, antes de qualquer teoria, o analista necessita confiar em si mesmo e proporcionar segurança para o seu paciente.

Em cada sessão, o paciente irá debruçar seus conflitos da semana ou do dia, também, em alguma circunstância o paciente pode fazer comparações dos conflitos atuais com os vivenciados em sua tenra infância, o analista estará analisando todo o processo que o paciente utiliza-se enquanto conta os fatos de sua vida, e, por isso, é importante que o analista permaneça atento a cada pausa e mudança de humor, enquanto paciente narra suas vivencias.

O fato é que enquanto o paciente continuar falando livremente na ausência da critica, pelas cadeias associativas, aproximar-se às recordações dos seus traumas infantis, certamente, esta será à base de toda a investigação do analista para cura dos seus pacientes.

Para o paciente, é de grande seriedade descobrir, compreender e valorizar o vínculo criado, sendo sua base para reconhecer as manifestações dos seus conflitos internos, reprimidos. É também, muito visível às contribuições que o vínculo proporciona, tem suas raízes remotas na infância e o paciente revive com o terapeuta suas primeiras relações de objeto, para Freud (1896), sendo imprescindível interpretar estas reações transferenciais, positivas e negativas, como repetições daquelas situações pretéritas.

Por consequente, o valor terapêutico da interpretação, acontece quando o analista comunica o paciente sobre seus descobrimentos em momento oportuno ao paciente, conseguir que estes descobrimentos tornassem conscientes e que até então estavam reprimidos.  Assim sendo, juntos alcançaremos um resultado satisfatório e gratificante da cura dos conflitos, traumas para paciente e para o analista, é um resultado grandioso na sua realização profissional e humana.

Considerações finais:

O papel da psicanálise é, em sua essência, conduzir o paciente ao caminho do amor. Quando se é conduzido ao amor, o conhecer-se a si mesmo é consequência.

 

 Artigo enviado diretamente por Maicon Vijarva para Psicanálise e Amor no dia 12/03/2016

Maicon José de Jesus Vijarva- Graduando de Psicologia pela faculdade Unilago.
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Fonte da Imagem: Google

 

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Psicanálise e Amor

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