November 18, 2017

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O amor é cego: animação traz reflexões sobre o narcisismo

O amor é cego: animação traz reflexões sobre o narcisismo

 

Na animação francesa “Cupidon, le Film” um cupido atrapalhado se distrai ao ver uma borboleta e acaba jogando duas flechas em um mesmo rapaz. Essa desastrosa ação faz com que o homem atingido vire um narcisista que nutre uma enorme e cega paixão por si próprio.

 

Criado pelos cineastas Simon Bau, Clémentine Choplain, Marie Ecarlat, Benoît Huguet e Julien Soulage, o curta-metragem busca mostrar que amor próprio é essencial, mas é preciso equilíbrio para que ele não seja sinônimo de excessos e fixações exageradas.

 

 

Fonte de origem : CATRACA LIVRE postado em 22 de junho de 2015– https://culturaemcasa.catracalivre.com.br/online/o-amor-e-cego-animacao-traz-reflexoes-sobre-o-narcisismo-assista/ acessado em 15/04/2016

Assista ao filme completo no player abaixo, e logo em seguida acompanhe a REFLEXÃO sobre o filme:

 

Algumas Reflexões por Samia Assaf

Primeiro, que o cupido, no caso, é apenas uma metáfora para o amor. Portanto, assistir o quanto o personagem cupido do filme, mete os pés pelas mãos para formar casais certos, nada mais é do que pensar o quanto nosso sentimento também nos confunde, na busca daquela pessoa que seria realmente nosso parceiro ideal.

Vemos um amor que se distrai, comete erros e cria “gambiarras” ao invés de soluções verdadeiras para as questões do coração. Um amor que faz escolhas aparentemente “fáceis”, mas que só complicam ainda mais a nossa vida e nos dão mais trabalho para concertá-la. E quantas vezes não vemos isso acontecer nas nossas vidas? Quantas vezes nossos sentimentos e atitudes nos desviam dos nossos caminhos?

No vídeo temos alguns exemplos de como isso acontece. Vemos alguém incapaz de perceber o outro porque está obcecado demais consigo mesmo. E quantos, na vida real, não são assim? Pessoas que estão tão focadas em suas buscas por sucesso profissional, reconhecimento e popularidade, que todo o resto parece desinteressante demais para eles, ou até mesmo um obstáculo para atingirem suas metas. Algumas se tornam sós, outras transformam suas relações em uma verdadeira competição, na qual o papel do parceiro é apenas ser “menos”, para que eles se sintam “mais”.

No filme “Whiplash” isso está super bem representado na cena em que o personagem Andrew, um baterista obcecado em ser um dos melhores no que faz, decide que terminar seu namoro vai ajudá-lo a conquistar seu objetivo. Nada pode ficar no caminho…. Nem mesmo o amor.

Outro momento que nos faz pensar bastante, no filme Cupidon, é a cena em que o cupidinho atrapalhado – finalmente – consegue salvar o rapaz de seu amor narcisista. Achei super bacana que essa cena é representada como uma grande queda do topo de um prédio, como alguém que literalmente despenca de seus delírios de grandiosidade e… fica na pior. E o que o amor (ops, o cupido…) decide fazer nessa hora? Apenas flechar a primeira pessoa que cruza o seu caminho.

Pois é, quem nunca? Quem nunca, estando na pior, resolveu viver um “amor inventado”, ver flores onde não existem. Quem nunca tentou fazer aquela pessoa que não tem NADA a ver com você – e que nem quer o mesmo que você –  caber nas suas expectativas à força. Por carência, ou porque se está cansado demais para buscar a pessoa certa. Como o nosso cupidinho que até rabisca o pergaminho, para enganar o destino.

O desejo de amar, não é a mesma coisa que o amor. Querer estar com alguém, não significa querer estar com qualquer pessoa. Um dia tudo dá errado e isso se transforma numa grande confusão. E daí, você vai culpar quem por essa “grande injustiça” que te aconteceu? A vida, Deus, o universo? Um pobre cupido desorientado? rs

A moral dessa boa história é que o amor requer atenção. Ele precisa que nossos olhos não deixem de enxergar tudo o que valorizamos e precisamos de verdade. Para que a nossa desorientação e nossas distrações não possam mais nos separar dos nossos verdadeiros amores!

Texto produzido por  Samia Assaf em 22.06.2015 postado no site: http://todaselas.com.br/o-amor-requer-atencao/

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Psicanálise e Amor

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