November 18, 2017

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Frozen e o Amor.

Uma breve análise do filme Frozen: uma aventura congelante, e a sua relação com o Amor.

 

“Não podem vir, não podem ver, sempre a boa menina deve ser.” Qual a impressão  que fica como marca de “a boa menina(o) deve ser?

“Encobrir, não sentir, não deixar saber, encenação. Um gesto em falso e todos saberão.”

Talvez todos tenhamos algo que não pode ser revelado, e não reconhecer, não lidar com aquilo que lhe assusta também pode provocar aprisionamento se isolando de si mesmo e do outro.

Quantas vezes a razão ou a negação é única defesa que temos? Nos defendemos de alguma forma,  e perceber e dar conta disso, deste modo de se defender, causa dor e ódio, e assim muitas vezes descontamos no outro ou em nós mesmos.

Quantas vezes os sentimentos são reprimidos, acondicionados pelo medo e o pavor de sofrer, de amar, de sentir?

E aí um filme, Frozen, infantil ou melhor a infância nos revela o caminho.

Apenas um gesto de amor verdadeiro poderá livrar a si mesmo e o outro de um coração que ficou congelado, às vezes pelo aprisionamento provocado pela frieza do outro, escuridão, tristeza e isolamento.

Quanto tempo às vezes o ser humano se encobre? Não pode sentir, o outro não pode saber e aí o coração fica gelado, frio, sombrio. Seria possível dizer : entristecido?

Aí vem uma ordem: “Golpeie o coração por amor congelado por temor. Ele é belo e ameaçador. Mas tenha cuidado então, com o gélido coração!”

Quanto tempo algumas pessoas perdem lutando, sem se dar conta desta luta e fazem de tudo para encobrir os sentimentos, os medos, e como defesa se escondem atrás de um coração gelado e frio, quando na verdade querem com toda intensidade sentir o amor, saber sobre seu medo e ter a liberdade de expressá-los , e lembro que cada um tem a sua forma particular de expressar .

Assim vem um pensamento: “E eu sei que é muita loucura por um romance suspirar, mas por uma vez na eternidade ao menos vou tentar”.

E aí o filme nos surpreende sobre este tal amor verdadeiro. Na fantasia um amor de romance, por um casal, mas o que acontece e surpreende é que um gesto de amor verdadeiro , diante da possibilidade da perda da pessoa que mais ama, e que não podia mais se relacionar senão a machucaria, acaba salvando ambas as vidas e quebrantando os corações.

Quantas vezes deixamos de realizar um gesto de amor pelo outro? Um gesto de carinho, atenção, dedicação… O amor é sempre o mesmo, ele não muda, quem muda são as pessoas e a forma de introjetar e projetar este amor.

Curioso ou não, é bem no interior de um amor intenso que Freud encontra a prova da existência do ódio recalcado. Mas e aí, o que fazer com isso?

O filme nos ajuda: Apenas um gesto de amor verdadeiro aquecerá um coração que ficou gelado, frio, com raiva, ou ódio, e às vezes causado pelo outro.

Talvez algumas pessoas sejam incapazes de sentir amor puro e acabam sempre misturando amor e ódio nas suas relações. E talvez o caminho da liberdade seja reconhecendo e aceitando que a vida pode ser diferente. Que seu fantasma, seu medo talvez não seja tão gigante e monstruoso assim, e que você pode pedir ajuda e ser ajudado, amar e ser amado mesmo com esse estranho dentro de você. Você quer amar e ser amado?

Por: Caroline Gouvêa S. Wallner*( Caroline Gouvêa) Psicóloga Clínica em Sorocaba/SP.

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Psicanálise e Amor

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