October 20, 2017

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Cortesia sofrida

Photo Credit To pelotascultural.blogspot.com

Cortesia sofrida

Poesia escrita por  Francisco Monteiro Junqueira

Ouviu-tacitamente embatucado-

a covardia impensada, incalculada;

porventura ensaiada?
Enquanto seu silêncio clamava

um brado que se evadia

com o inerte vento

a algum oceano sem sal.

 

 

Suas, sim, apenas suas

foram as lágrimas que

choravam seu rosto;

infinitamente transbordava-se

do anseio da completude…

 

 

Anteviu, sôfregos, ancestrais

esmolando amor numa terra distante;
elucidou-se, então, carência da plenitude

que a poesia pintou na tela borrada,

extraviando, portanto, o se querer,

se entender, se ir…

 

 

Profetizou a si mesmo, pelo medo do meio:

abutres coroados como reis,

atrelados à miséria

do poder provinciano, antiético!

 

 

Compareceu ao palco das inúteis entranhas

de toda aquela gente de promessas de tudo;
contudo, o que se fazia era o nada: sofreu a falta,

o presente da completa ausência.

 

 

Num canto escuro a agonia do lampião a gás abonava,

que, supostamente, iluminaria toda aquela apatia

que se fazia onde vivia,

sobrevivia, aliás, menino da roça,

que se sabia: era da bossa!

 

 

Na avenida todos passavam

e obrigavam-no a sofrer cortesia.

Maldosamente dobravam,

furtando sua metafísica,

a esquina antes de sorrir,

se enterrando na cova do egoísmo.

 

 

Ora, homem metrópole:

‘’antropologia-se’’, aos cuidados d’Arte.

 

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Poesia escrita por Francisco Monteiro Junqueira e enviada diretamente para Psicanálise e Amor: uma transmissão em 14/04/2016. 

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Sobre o(a) Autor(a)

Psicanálise e Amor

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