October 20, 2017

Agende Sua Consulta: (15) 98119.7327 | Sorocaba - SP

Chaleira da Vida

Photo Credit To www.vanmartinelli.com

Poesia escrita por  Francisco  Monteiro Junqueira

Como se, em mim, uma voz dissesse:

Vai, Francisco José, cale o desvairo

que percorre ocos julgamentos dos que te tentam calar:

(internando-te numa dessas clínicas para desvaira-dores profissionais)

(afundando-te ao mar da solidão)

mas, antes, hás de mostrar teus escritos aos moços dos jornais;

hão de sentir tua verdade, tua dor… A autenticidade que há em teu clamor!

Tuas vilezas! Ah! Como são vis as tuas vilezas!

Estás n’algum barco perdido, rumo ao nada, sem coordenada:

não tens bússola, nem és explorador: não tens veia de Marco Polo!

Não há operação para te resgatar desta tempestade, Francisco José.

Em teu peito a saudade te faz a tez em lágrimas!

Enquanto na noite jazem as memórias em lástimas,

a natureza de tua alma encontra-te na ausência

das preocupações que sentido não têm,

e que, quando as tens, não têm a natureza

do Ser que em ti reformas!

A chaleira da vida apita, Francisco José!

Não te demores.

 

Poesia escrita por Francisco  Monteiro Junqueira  e enviada diretamente para Psicanálise e Amor: uma transmissão. 14/04/2016

Contato com o Autor:

 Link da sua página no Facebook, só clicar no nome em destaque:  Francisco Monteiro Junqueira

Sobre o(a) Autor(a)

Psicanálise e Amor

Quer ser um colunista deste site? Entre em contato. Contato: caroline@psicanaliseeamor.com.br

Artigos Relacionados

Deixar um Comentário/Resposta