November 18, 2017

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Bonecas, carrinhos e brincadeiras livres estão se aposentando.

Atenção, atenção!

Bonecas, carrinhos e brincadeiras livres estão se aposentando.

Luanna Lustosa

Estamos vivenciando uma geração em que os tradicionais brinquedos “estão fazendo as malas e indo embora” como mostra a imagem acima. O que está acontecendo? Sim, os eletrônicos estão substituindo o livre brincar. A cada dia estamos presenciando mais e mais as nossas crianças se entretendo com jogos disponibilizados nos celulares e tablets e deixando de lado as tradicionais brincadeiras com bonecas e carrinhos, ou seja, aposentando-os em virtude do crescimento desacerbado de brinquedos tecnológicos, o tão falado mundo virtual.

Cadê o interesse pelo que podemos pegar e sentir ao vivo, como os ursinhos? Por que brincadeiras do outro lado da tela estão se tornando mais interessantes do que brincar com minha boneca ou meu carro? Por que nossos filhos estão desinteressados em brincadeiras com os coleguinhas, como esconde-esconde, amarelinha, queimada, cobra cega, passa anel, morto e vivo e tantas outras? São verdadeiras diversões atemporais, pois em qualquer época e lugar pode-se interagir com elas?

Nós pais temos o dever de despertar nos filhos o interesse por tais brincadeiras, elas possibilitam o desenvolvimento das relações sociais de

meninos e meninas. Sendo assim, é saudável brincar de amarelinha, queimada e tantas outras. Afinal de contas, a construção psicossocial do ser humano é um processo que inicia na infância como nos ensinou Piaget. E mais, afirma Vital Didonet, pedagogo especialista em políticas públicas para a primeira infância: “Brincar com liberdade de movimentos físicos envolve a criança inteira: corpo e imaginação, sentimentos e pensamento. Isso potencializa suas capacidades e as desenvolve sinergicamente”.

É importante ressaltar que essas brincadeiras citadas acima são de fundamental importância para o amadurecimento físico e cognitivo mais completo das nossas crianças. Ressalvo a importância dos eletrônicos para todos, trata-se de uma evolução e ferramenta tecnológica importante, mas o que devemos observar constantemente é o excesso do seu uso ao ponto de excluir o que é tradicional. Devemos fazer do eletrônico algo que some ao já existente e não, algo que substitua o que por muito tempo foi e é considerado saudável para nossos filhos.

Não vamos permitir que o toque, o contato, a imaginação e as relações interpessoais sejam sentimentos e sensações aposentados em prol do divertimento exclusivo das nossas crianças através de um botão virtual. Vamos contar para nossos filhos que é muito divertido brincar fora do mundo digital também. E só podemos transmitir isso através do exemplo, afinal de contas somos modelos para nossos filhos ou pelo menos deveríamos ser. Vamos mostrar a eles o quão é construtivo e saudável brincar de queimada, esconde-esconde, etc.. Talvez vocês estejam se perguntando: “E como podemos ser exemplo se a nossa infância passou?” E eu repito e respondo: Simplesmente sendo exemplo! Indo lá com o seu filho e brincando. Sendo muitas vezes mais presente ao invés de somente dar presentes.

Lembrem-se: Sigam em frente e enfrentem!

Permitam-se!

Ótimo percurso a todos vocês!

 

Texto enviado dia 13/10/17

Luanna Lustosa: psicóloga desde 2013 e especialista em Avaliação Psicológica. Atua na clínica seguindo a abordagem psicanalítica. Reside em Ceará-Mirim/RN, onde possui o seu consultório na Clínica Santa Gema.

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Sobre o(a) Autor(a)

Psicanálise e Amor

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