November 18, 2017

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As escolhas da vida

As escolhas da vida.

Texto de  Camila Hoeppner Toledo.

Gostaria de convidar os leitores a refletirem sobre as escolhas que perpassam as nossas vidas.

Temos liberdade e o livre arbítrio para fazer escolhas, planos, projetos, para votar, para decidir o que se deve priorizar e o que se pode postergar. É evidente, vivemos fazendo escolhas. Entretanto, cada caminho traçado traz consigo consequências. Cada desejo priorizado, atitude, ação e, não menos importante, cada palavra dita pode incidir em rumos distintos, inesperáveis e, muitas vezes, repetitivos. Não temos consciência da repetição de um conflito específico. O fato é que mesmo sem ter desejado aquilo ou mesmo sabendo o resultado de tal escolha, nós a repetimos. Por que? Pois bem, a trajetória da vida requer um mínimo de planejamento, motivação, sonhos e buscas, contudo, apesar do leque de escolhas e do mais alto grau de concentração e razão em fazê-las, sempre há algo que escapa, que fica oculto aos pensamentos, e esse não olhar para uma coisa e olhar para outra, geralmente, não é proposital, mas só é notado a posteriori. Com a percepção do feito, nos enchemos de lamúrias e reclamações por ter tomado aquele rumo em particular novamente. Por conseguinte, surge a angústia, ansiedade, dor e culpa. 

E como lidar com tudo isso? A sociedade atual é caracterizada pelo corre-corre do dia-a-dia, o “vapt-vupt”, das horas extras de serviço, da agilidade e imediatismo, a qual temos que nos ajustar para pagar as contas no final do mês e usufruir dos bens de consumo tão estimáveis e valorizados pela mídia. Não sobra tempo para falar e pensar sobre si mesmo. Assim, vamos sendo levados pelos acontecimentos da vida, mas convictos de que tudo é planejado. Planeja-se comprar: carro, casa, o celular do ano, viagens, e, constantemente, não nos damos por satisfeitos. Quando o sentimento perde o valor, cede lugar para o materialismo e, não importa o planejamento e o fim desejado alcançado, continua o cansaço e a sensação de vazio. Parece que a “grama do vizinho sempre está mais verde”. O sofrimento, inerente à condição humana, passou a ser negado, porque não se tem tempo para ele, talvez seja mais prático tomar algum medicamento para ansiedade, humor, insônia, etc. Esquecemos que a ansiedade é algo positivo, permite o desenvolvimento da nossa mente. As angústias nos movem a enfrentar a realidade por outras alternativas. Por que é tão difícil dar espaço e pôr em movimento os sentimentos desconfortáveis e perturbadores que nos move? Por que “botar goela abaixo” junto com um comprimido? Sabe-se que é uma necessidade vital controlar a ansiedade e enfrentar a realidade de alguma forma. Mas como você enfrenta a realidade interna (da sua mente) e a realidade externa (do mundo ao seu redor)? Quais escolhas você anda tomando e repetindo, apesar das frustrações que elas trazem? 

Se, sabemos que ninguém sai dessa vida sem sofrer, talvez possamos olhar para o próprio sofrimento estando menos assustados e, conhecendo melhor sobre ele, possamos conviver com as respectivas problemáticas. A trajetória de uma psicoterapia é tortuosa, como a da vida: descobrir a raiz de nossos medos, pensamentos e verdades enrijecidos na personalidade e que fazem com que determinadas escolhas sejam tomadas, apesar do sofrimento que causam, é um trabalho precioso que o psicólogo oferece.

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Clínica de Psicologia – Camila Hoeppner Toledo

 Camila Hoeppner Toledo, é psicóloga clínica formada pela UNESP – Assis e atuo como psicoterapeuta no município de Promissão-SP.

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Imagem enviada e responsabilizada por Camila Hoeppner Toledo.

Sobre o(a) Autor(a)

Psicanálise e Amor

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